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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Desqualificar Braga, Castelo da D. Chica, no Ruin'Arte

Através da página de facebook Rua D. São Vicente Braga, verificamos que o magnífico Castelo da Dona Chica foi exemplarmente fotografado pelo Ruin'Arte, e descrito da seguinte forma:
Foi mais uma ruinosa aventura há já muito desejada, pois este edifício constitui um dos mais faustosos e magnificos exemplos da arquitectura arte nova jamais construídos.
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Mudando várias vezes de mãos, o castelo nunca foi devidamente acabado, pois as infindáveis burocracias e entraves autárquicos com que se depararam os seus proprietários, deitaram a perder esta jóia de arquitectura, impedindo o seu progresso como "Mansão Filosofal", logrando as nobres intenções de cada um dos frustrados donos.
Como sabemos, um edifício desta índole é essencialmente valorizado pela riqueza e acabamentos do seu interior, sobrepondo-se muitas vezes à exuberante fachada.
Tanto quanto se sabe, este era rico em madeiras, estuques, vitrais, ferragens, azulejaria, estatuária, cantarias e outros itens de grande valor artístico que o tornavam num valioso tesouro da autoria dos melhores mestres de cada ofício.
Foi mais tarde em 1990, adquirido por um valor simbólico pela junta de freguesia local, que cedeu quase de  imediato a sua exploração a uma empresa do ramo hoteleiro, a IPALTUR, num contrato que claramente favorecia esta entidade em prejuízo da autarquia, em que o compromisso das obras de "requalificação" e aproveitamento cultural lhe conferiram inexplicáveis regalias.
Aquando a última intervenção que o transformou num suposto investimento turístico, todo o seu interior foi desventrado para fazer uma discoteca, com restaurante, salas de congressos e reuniões, tendo sido completamente desvirtuado de todo o seu explendor. 
Após as ditas obras não restaram sequer vestígios do seu primitivo projecto, todo este espólio se perdeu para sempre, inclusive os planos originais...
É caso para indagar, onde estavam os zelosos autarcas que em dada altura impediram a continuação do projecto inicial?
Como foi possível tão grande barbárie que matou este belo edifício e empobreceu todo o País?
 Creio que nem um chimpanzé autista seria capaz de licenciar um projecto tão condenatório no ponto de vista moral e patrimonial, quanto mais doutores, engenheiros e outras pardas sumidades autárquicas e governamentais...
Embora o Castelo da D. Chica tenha sido reconhecido em 1985 como Imóvel de Interesse Público, não houve nenhum impedimento em realizar tamanha e tacanha obra de vandalismo e de lesa património, como se pode concluir pela devassidão de tão valioso espólio, e pelas licenças necessárias e concedidas pelas diversas entidades (in)competentes...
Alguém deveria pagar bem caro por abuso de poder ou por negligência...e quiçá, corrupção!!!
Noutro País seria feita uma rigorosa investigação a todo este processo, codenando com justiça todos os intervenientes, fazendo deles um exemplo para todas as gerações futuras...
Poderemos também e a avaliar pelo seu curto percurso de vida, que houve gestão danosa, pois os processos em tribunal por falta de pagamento, levaram muitos fornecedores ao desespero e enterraram bem fundo qualquer hipótese de revitalizar este empreendimento que animava as noites bracarenses.
São dezenas as imagens do Castelo e muito mais é dito no Ruin'Arte, sem dúvida um tópico e um blogue a não perder.

Num executivo camarário que afirma não receber lições sobre património, este será certamente mais um exemplo que têm para dar a todos os bracarenses.

Numa altura, em que se fala de avultados investimentos previstos para o edificado histórico do centro de Braga, será pertinente recuar à decada de 90 e avaliar aquilo que na altura se apelidava de "Requalificação" do Castelo da Dona Chica. Para que no futuro não se repitam intervenções que são apelidadas de "requalificação", mas na verdade muitas vezes não passam de "desqualificações".


Qual o impacto das intervenções na década de 90 do século XX, no valor patrimonial do Castelo da Dona Chica?
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Desqualificar Braga - Largo Senhor dos Aflitos

Não será atualmente das zonas mais conhecidas de Braga, por motivos óbvios. Mas o Largo Senhor dos Aflitos e a Rua dos Galos, constituíam a antiga zona dos Galos, com edificado histórico e caraterístico, do qual pouco resta atualmente. Uma zona que podia ter sido valorizada ao longo das últimas décadas. 


A Rua das Águas e as antigas casas do Largo Senhor dos Aflitos.


Contudo, se na Rua dos Galos junto ao Rio Este ainda se poderá recuperar parte da alma e valor do local, já no Largo Senhor dos Aflitos graça a desorganização, o crescimento livre e desregulado de novos prédios e fachadas, resulta num triste cenário na atualidade, com a Avenida da Liberdade ali ao lado.





Pouco se poderá fazer pela valorização do antigo edificado e provavelmente a demolição das poucas casas que ainda restam será o caminho, um lugar que perde assim a sua história.

Se na rua das Águas, essa perda da história, serviu para criar uma nova área atraente e com grande valor patrimonial, a Avenida da Liberdade, principalmente no topo norte, será que não devia existir planeamento no Largo Senhor dos Aflitos!?


Nas vias históricas da cidade e das freguesias, a intervenção não devia antes passar pela reabilitação e valorização do mesmo?

Qual o impacto das intervenções do século XX, no conjunto do edificado do Largo Senhor dos Aflitos?
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Desqualificar Braga - Largo Senhora-a-Branca

Hoje no "Desqualificar Braga" o Largo da Senhora-a-Branca, que tal como outros históricos espaços públicos da cidade, tem sido descaracterizado ao longo das últimas décadas. 

Em alguns locais existem uma ou duas intervenções claramente dissonantes do restante edificado, no caso do Largo da Senhora-a-Branca, proliferam as intervenções que destruíram o velho edificadoincluindo por vezes as fachadas principais. 

Que valor teria hoje o Largo da Senhora-a-Branca se as intervenções que se efetuaram maioritariamente na última metade do século XX, tivessem passado pela reabilitação e valorização do velho edificado, com a devida correção de volumetrias e alçados? 

Falta em Braga uma estratégia de fundo que procure manter a identidade dos conjuntos arquitetónicos principalmente nas vias históricas.


Os quatro edifícios assinalados ao centro foram alterados durante o século XX, como se pode ver nas seguintes imagens históricas.

Fonte 1, 2

Se no caso da livraria Minho parece ter passado pelo aumento de volumetria, alteração do piso térreo e dos materiais utilizados nas caixilharias, já nos restantes terá passado pela demolição total do edifício e respetiva fachada.

De entre todos o que mais se destaca pelos piores motivos, será o mais "moderno", ao que parece mantiveram o telhado parecido ao do edifício da Livraria Minho.



Qual o impacto do edifício ao centro na imagem, no conjunto do edificado?
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Desqualificar Braga - Avenida Central, Lafayette

Hoje no "Desqualificar Braga" a Avenida Central, que tal como outras artérias históricas da cidade, também a Avenida da Central tem sido descaracterizada ao longo das últimas décadas. 

Por vezes para percebermos o impacto que alguns edifícios e intervenções atuais terão, é preciso recuar ao passado e procurar observar exemplos idênticos.
Dois dos edifícios mais dissonantes na Avenida Central, foram outrora símbolo do "modernismo" do final dos anos 70 e década de 80, os shoppings de primeira geração... 
Em nome desse "modernismo" deixam apodrecer o edificado histórico, tal como nos dias de hoje, para de seguida destruírem todo o edifício, incluindo por vezes as fachadas principais que faziam parte de um conjunto de valor, desqualifica-se assim Braga para lucro de alguns privados e no final quase todos perdemos...

Falta em Braga uma estratégia de fundo que procure manter a identidade dos conjuntos arquitetónicos principalmente nas vias históricas.






No início do século XX era visível o edifício antecessor do Lafayette, assinalado nas imagens, rodeado pelos três  edifícios históricos que ainda hoje permanecem na Avenida.
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Nas vias históricas da cidade e das freguesias, a intervenção não devia antes passar pela reabilitação e valorização do mesmo?

Qual o impacto do Centro Comercial Lafayette, no conjunto do edificado?
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Desqualificar Braga - Avenida da Liberdade

Hoje no "Desqualificar Braga" a Avenida da Liberdade, que tal como noutras artérias históricas da cidade, também a Avenida da Liberdade tem sido descaracterizada ao longo das últimas décadas. 
Contudo neste caso, houve implicação direta das intervenções na desclassificação patrimonial de Braga.
Pode ler-se no IGESPAR:
Proposta de 15-04-2011 da DRCNorte a propor o arquivamento e o envio à CM de Braga para eventual classificação como CIM, por ter havido transformação de imóveis que criaram novos espaços e volumetrias que não correspondem a um valor nacional.
Falta em Braga uma estratégia de fundo que procure manter a identidade dos conjuntos arquitetónicos principalmente nas vias históricas. 
Começamos a análise às intervenções na Avenida da Liberdade, por dois imóveis com o traço de Moura Coutinho

Enquadramento


Visualizando os dois edifícios em questão, além do estado de degradação de ambos, podemos ver que num deles houve um aumento de volumetria e alteração da fachada principal, com substituição de parte da arquitetura original.

Imagens da fachada original
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Neste caso pode-se afirmar ainda com mais propriedade, que se desqualificou Braga. Mas a cada intervenção deste género que proliferam um pouco por toda a cidade, sendo umas mais chocantes que outras, Braga e os bracarenses, ficam mais pobres.

Afirmando-se, por diversas vezes, a CMB como defensora do património, não deviria assumir o erro na aprovação destas intervenções, e procurar restituir o traço original às fachadas, com o intuito final da classificação do conjunto?

Nas vias históricas da cidade e das freguesias, a intervenção não devia antes passar pela reabilitação e valorização do mesmo?


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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desqualificar Braga - Rua da Boavista (Sé)

A Rua da Boavista (Cónega), uma rua histórica da cidade, tem ao longo dos últimos anos sido constantemente descaracterizada. A construção da "Circular de Braga" (Rodovia), dividiu esta rua, sendo a ligação assegurada por um túnel que não é capaz de lhe conferir a continuidade desejada.

Além deste fato, diversas casas têm sido substituídas por novas construções e outras têm sido intervencionadas sem que haja qualquer estratégia de fundo. Uma estratégia que procure manter a identidade da rua, uniformizando fachadas, materiais utilizados e regulamentando volumetrias.

Na imagem, à direita podemos visualizar as casas que se prolongavam praticamente por toda a rua, à esquerda um edifício recente, que além da arquitetura dissonante, apresenta uma volumetria claramente superior.

Um pouco por toda a cidade proliferam as intervenções que alteram as fachadas principais ou desvirtuam o antigo edificado, umas mais chocantes que outras. Nas vias históricas da cidade e das freguesias, a intervenção não devia antes passar pela reabilitação e valorização do mesmo?

Qual o impacto da intervenção, no conjunto do edificado?
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