quarta-feira, 20 de junho de 2012

Memória de Braga - Festividades do São João (2)

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Correpondência de 1907




terça-feira, 19 de junho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Castelo e Casa da Quinta da Mata - Semelhe, Braga

Segundo alguns sites (2), teria sido construído no século XIII o Castelo de Semelhe, pelos Eremitas de Santo Agostinho do Convento do Pópulo, na atual Quinta da Mata. Dada a sua importância, o Castelo está presente no brasão da freguesia. 

A propriedade foi comprada em 1919 pelo brasileiro João Rego, que a murou. Não se sabe muito sobre a origem e o valor patrimonial da atual Casa da Quinta da Mata, nem sobre a existência e localização do Castelo de Semelhe.

Porém existem referências, que a atual casa da Quinta da Mata, tem origem no castelo do séc. XIII, combinando vários estilos arquitectónicos: gótico, barroco e manuelino.
Este imóvel ainda não tem registo no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA).
Um estudo aprofundado da Casa e Quinta da Mata, ajudaria a esclarecer qual o seu real valor e a existência do Castelo de Semelhe.



Vista aérea no "Bing Maps".


Foram também reveladas duas fotografias da Casa, a partir do arquivo da Fotografia Aliança

Desconhecendo-se o real valor do atual imóvel, está poderia contudo, ser incluído no Roteiro dos Solares de Braga e do Minho. 
Como forma de captar e dar a conhecer tal roteiro, num dos Solares da cidade de Braga, devia ser criado um "Solar Museu" que incluiria informação detalhada de todos os Solares existentes no concelho e região. Além disso, devia também ser disponibilizado um serviço, que permitisse a visita aos solares constantes no roteiro. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Memória de Braga - Igreja de São Lázaro

Para visualizar todas as imagens em "slideshow" no tamanho original, basta carregar nas mesmas.

A antiga Igreja de São Lázaro encontrava-se desalinhada com a Avenida da Liberdade, e acabou destruída em vez de remontada, mais um importante imóvel de interesse público se perdeu em Braga.




Entende que a antiga Igreja de São Lázaro devia ter sido remontada noutro local?
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Regenerar Braga e os Achados Arqueológicos (3)

O Arqueólogo Luís Fontes responsável pelos trabalhos arqueológicos no Largo Carlos Amarante, que estão a cargo da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), emitiu há dias um comunicado publicado no Diário do Minho, onde esclarece que foi destruída uma conduta do início do século XX, para a instalação da nova conduta. Relatando que a equipa considerou que esta não tinha valor arqueológico e que os elementos setecentistas, que haviam sido reutilizados nessa conduta, foram depositados nas instalações da Câmara Municipal de Braga (CMB), para posterior estudo. 
Além disso, foi ainda referida a descoberta de estruturas com valor arqueológico, como duas sepulturas romanas, uma intacta (conservada) e uma parcialmente destruída (foi escavada), os alicerces do Convento dos Remédios (preservados), e várias condutas antigas uma das quais tardo-medieval (conservada).
São portanto boas notícias para quem defende o património, pois como sabemos a UAUM tem por norma publicar os relatórios dos trabalhos realizados, e com este comunicado tudo indica que procederão da mesma forma.
Contudo resta saber se alguma das estruturas já referidas será algum dia musealizada, valorizada ou referida no pavimento do "novo" Largo Carlos Amarante. Pois é do conhecimento público que as solicitações feitas pela UAUM para a integração de elementos da "Rua das Águas", aquando do rearranjo da Avenida da Liberdade não foram tidas em conta pela CMB, assim como os elementos de grande valor arqueológico nomeadamente o edifício romano de grandes dimensões ficaram por estudar. 
Por sua vez, no quarteirão dos CTT o edifício funerário romano de forma trapezoidal, o espaço oficinal de fabrico de vidro que laborou entre o século IV e inícios do VI, as sepulturas e todo o espólio que documentam a utilização do local desde o final da época do Bronze e que poderiam constituir dois núcleos museológicos de grande valor, continuam inacreditavelmente esquecidos...


Se no Largo Carlos Amarante as notícias são favoráveis, já na Rua de São Vicente há relatos de procedimentos incorretos na preservação da conduta das Sete Fontes que lá se encontra. Como se pode observar na imagem.

Segundo os relatos não colocaram o geo-têxtil para a protecção da conduta.


Há ainda imagens de elementos alegadamente retirados da conduta.

Como sabemos o património precisa de divulgação para que possa "chegar" a todos os que visitam a cidade. Uma vez gorada a hipótese de musealização da conduta ou exposição da mesma através de um pavimento para o efeito, a simples referência à conduta no pavimento da Rua de São Vicente, Largo dos Penedos e Rua dos Chãos e a colocação de placas descritivas do Monumento Nacional das Sete Fontes e respectiva conduta, seria uma excelente forma de valorizar a área pedonal que será criada, e uma forma de dar a conhecer as Sete Fontes aos Turistas.

Porém, mais uma vez a Câmara Municipal de Braga, dará uma lição de como tem valorizado o património arqueológico da cidade ao longo dos últimos 35 anos.

Em nome do blogue gostaria também de felicitar todos os que têm fotografado e dado a conhecer o que tem sido feito no âmbito do projeto Regenerar Braga.
Continuemos atentos.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Regenerar Braga e os Achados Arqueológicos (2)

No dia 6 de Junho era visível no Campo das Hortas a seguinte "piscina" e algumas estruturas identificáveis na parede da mesma.


Também no dia 6 de Junho, no inicio da Rua Andrade Corgo estava a ser instalada a seguinte conduta de grandes dimensões, e segundo este relato as escavações para a abertura da vala, estavam a ser realizadas sem a presença de arqueólogos. 


No dia 10 de Junho eram visíveis novas estruturas no Largo Carlos Amarante, em frente à Igreja de São Marcos. Provavelmente uma ramificação ou continuação da conduta destruída junto ao antigo Convento dos Remédios, a segunda está já na proximidade da Rua de São Bentinho.


Também no dia 10 de Junho era visível em frente ao Cine-teatro São Geraldo, provavelmente o tramo restante da conduta destruída, que deverá ter o mesmo destino.
  

Ao lado da conduta já instalada jazem os "calhaus".


O objetivo será acompanhar as obras e as escavações, pois em Braga no que respeita ao património arqueológico, toda a atenção é pouca.

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sábado, 9 de junho de 2012

Há bens que vêm por mal - Regenerar Braga

Há males que vêm por bem, mas em Braga "há bens que vêm por mal".

No âmbito do projecto regenerar Braga diversos "bens" arqueológicos foram surgindo, para "mal" do que estava projectado. Mas todos eles acabaram enterrados ou destruídos.

Tal como tinha sido alertado aqui no BragaOn, seria e será necessária muita atenção relativamente aos achados arqueológicos que vão surgir, em especial no Largo Carlos Amarante. 
Na realidade há já relatos da destruição de parte de um aqueduto (documentado aqui pela ASPA) que poderia ter integrado o sistema que levava a água das Sete Fontes (Monumento Nacional ao abandono), até à área do Convento dos Remédios.

Apesar destes "bens que vieram por mal", as empresas responsáveis pelas obras, fazendo jus às palavras de Mesquita Machado, demonstraram como se tratam todos os "calhaus" que apareceram nos diversos locais, dando uma lição a Guimarães e a todas as pessoas e entidades que pensam de forma diferente 1 2. Mas ao que parece em Braga preparam-se para dar mais uma lição

Foto de Luís Tarroso

Fica a pergunta, se resolveram isolar o espaço da obra após as primeiras escavações e relatos de destruição, o que se preparam para fazer de seguida?

O pensamento vigente em Braga...
"Há bens que vêm por mal"

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Restaurações no Centro Histórico - Rua de S. Domingos

Mais uma restauração no centro histórico, desta vez no Largo da Igreja de São Vítor, mais propriamente no inicio da Rua de São Domingos. Esta obra de reconstrução e ampliação tem como adjudicante a BragaHabit e será uma infra-estrutura do Centro de Apoio a Vitimas de Violência Doméstica. 

Fonte

Fonte


Estando a menos de 50 metros da Igreja de São Vítor, que se encontra classificada como Imóvel de Interesse Público pelo decreto-lei 129/77, de 29 de setembro de 1977, é necessário parecer favorável da DCRN, pelo que é também de esperar que haja o devido acompanhamento arqueológico da obra.

Em relação ao acompanhamento o Prof. Francisco Sande Lemos escreveu:
De qualquer modo dado o interesse histórico da casa e segundo acordo entre a CMB e a Unidade de Arqueologia a demolição é acompanhada por uma equipa da UAUM. Há uma área que se chama Arqueologia da Arquitectura e esta casa justifica bem. Por outro lado são necessários trabalhos arqueológicos prévios pois fica numa área de grande sensibilidade junto da passagem da via XVII para Aquae Flaviae (Chaves) e de uma possível villa de grande importância. No gaveto entre a Rua de São de Vítor com a Rua Martins Sarmento escaveii uma necrópole da antiguidade tardia e romana. Só houve intervenção porque eu por acaso fui à Farmácia Henriquina e ao descer para Santa Tecla observei vestígios e telefonei para a CMB. No dia seguinte começaram os trabalhos arqueológicos que já estão publicados.

Estaremos atentos para ver se a obra de reconstrução mantém a fachada original e se a ampliação não passa pela introdução de novos pisos em estilo arquitectónico dissonante com a restante fachada principal, levando à descaracterização arquitectónica da mesma.
Como aliás se observa infelizmente em muitos edifícios do centro histórico de Braga, em contraste com Guimarães que alcançou nos últimos anos a importante classificação como património da humanidade, enquanto Braga vai destruindo e descaracterizando o seu legado.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Bracara Augusta - Praia das Sapatas, Património Destruído

A área arqueológica conhecida pela designação de “Praia das Sapatas” situava-se a sul da área vedada da Colina da Cividade. Foi identificada em 1977, tendo sido objecto de trabalhos arqueológicos ainda em 1978. Aí foram encontrados vestígios de uma casa romana, que viriam a ser destruídos em 1992. Fonte UAUM



Espólio encontrado


Tendo a CMB conhecimento desde o final da década de 70 do valor patrimonial dos achados nos terrenos em questão, aqui ficam alguns excertos das notícias relacionadas com a destruição da Praia das Sapatas.


Processo-crime com pedido de indemnização de 230 mil contos
Empresário acusado de destruir património de Bracara Augusta
Por António Arnaldo Mesquita e Carlos Romero
...
O terreno em causa foi adquirido por Veloso em hasta pública promovida pela Câmara de Braga em 21 de Março de 1991. O presidente Mesquita Machado aprovou, logo a seguir, o loteamento de parte dos terrenos vendidos. Posteriormente, emitiu o respectivo licenciamento, por considerar haver aprovação tácita do Instituto Português do Património Cultural (IPPC), «após terem decorrido mais de 45 dias, sem que o IPPC se tivesse pronunciado». O processo foi remetido pela Câmara ao IPPC no dia 19 de Abril de 1991 e o parecer desfavorável deste organismo deu entrada na Câmara de Braga em 6 de Junho do mesmo ano, quando esta edilidade já tinha autorizado a construção no terreno. Terreno que seria classificado como «zona especial de protecção», através da Portaria 865/91, de 22 de Agosto.
...
Texto integral


Oposição «intelectual» aposta no afastamento de Mesquita Machado pelos tribunais
A batalha de Maximinos 
Por Carlos Romero 

...
«Escândalo!», «um péssimo negócio para o município!», proclamou Ademar. E passou a explicar. Em Março de 1991, a Câmara de Braga vendeu ao mesmo Veloso dois lotes de terreno na chamada Praia das Sapatas, «mesmo ao lado» das tais 13 parcelas e «com a mesma viabilidade construtiva», por cerca de 13 contos o metro quadrado. Meses depois, em Novembro de 1991, Veloso propôs-se vender ao Estado, por 28 contos, os mesmos terrenos que tentou alienar à autarquia por 48 contos... Pior ainda: as 13 parcelas de que Veloso se queria livrar foram compradas em 1987 pelo «protegido» de Mesquita a uma empresa do ex-presidente benfiquista Jorge de Brito -- a Soeco --, «por um módico preço calculado à razão, aproximadamente, de 2000 escudos o metro quadrado» ... 
De tudo isto, Ademar conclui, entre outras coisas, que se o terreno fosse expropriado por 45 contos o metro quadrado, Veloso conseguiria a notável proeza de o valorizar 22 vezes, em seis anos, recorde que «seria mais uma originalidade portuguesa». 
...
O travão 
O artigo de Ademar no semanário de Rui Lajes, presume o próprio articulista, travou o negócio em gestação. Travou o negócio, mas soltou a língua de Mesquita, que, em conferência de imprensa, apodou de «energúmenos» os mentores da «campanha» em curso. Mas Ademar não desarmou. Continuou a queimar as pestanas no estudo do imbróglio dos terrenos de Maximinos, e deu à estampa, no «Minho», mais textos denunciatórios das embrulhadas com terrenos da Colina. Por pouco tempo. Apertado por dívidas decorrentes de um escasso êxito editorial do semanário, Rui Lajes não só permitiu, à revelia do director do «Minho», Artur Moura, que fossem censuradas, na sua litografia, duas páginas do jornal com artigos subscritos por Ademar, como agarrou com as duas mãos a proposta de compra do jornal, por 55 mil contos, avançada por um grupo dominado por «alguns empresários da construção civil» alegadamente afectos a Mesquita Machado. Daí ao silenciamento do «Minho» foi um passo, caindo em saco roto a intenção, então avançada pelos seus novos patrões, de relançar a publicação «depois do Verão» passado. Conclusão imediata de Ademar e de muito mais gente: os «amigos de Mesquita» investiram 55 mil contos para calar uma voz incómoda
...


Perante estas constatações e notícias da época, os depoimentos de Mesquita Machado em relação as escavações no âmbito do projeto regenerar Braga, e a ausência de relatórios por parte do Gabinete de Arqueologia da CMB, o que podem esperar os bracarenses em relação à proteção, estudo e valorização dos achados arqueológicos que sejam encontrados?