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Correpondência de 1907

De qualquer modo dado o interesse histórico da casa e segundo acordo entre a CMB e a Unidade de Arqueologia a demolição é acompanhada por uma equipa da UAUM. Há uma área que se chama Arqueologia da Arquitectura e esta casa justifica bem. Por outro lado são necessários trabalhos arqueológicos prévios pois fica numa área de grande sensibilidade junto da passagem da via XVII para Aquae Flaviae (Chaves) e de uma possível villa de grande importância. No gaveto entre a Rua de São de Vítor com a Rua Martins Sarmento escaveii uma necrópole da antiguidade tardia e romana. Só houve intervenção porque eu por acaso fui à Farmácia Henriquina e ao descer para Santa Tecla observei vestígios e telefonei para a CMB. No dia seguinte começaram os trabalhos arqueológicos que já estão publicados.
Processo-crime com pedido de indemnização de 230 mil contos
Empresário acusado de destruir património de Bracara Augusta
Por António Arnaldo Mesquita e Carlos Romero
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O terreno em causa foi adquirido por Veloso em hasta pública promovida pela Câmara de Braga em 21 de Março de 1991. O presidente Mesquita Machado aprovou, logo a seguir, o loteamento de parte dos terrenos vendidos. Posteriormente, emitiu o respectivo licenciamento, por considerar haver aprovação tácita do Instituto Português do Património Cultural (IPPC), «após terem decorrido mais de 45 dias, sem que o IPPC se tivesse pronunciado». O processo foi remetido pela Câmara ao IPPC no dia 19 de Abril de 1991 e o parecer desfavorável deste organismo deu entrada na Câmara de Braga em 6 de Junho do mesmo ano, quando esta edilidade já tinha autorizado a construção no terreno. Terreno que seria classificado como «zona especial de protecção», através da Portaria 865/91, de 22 de Agosto.
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Texto integral
Oposição «intelectual» aposta no afastamento de Mesquita Machado pelos tribunais
A batalha de MaximinosPor Carlos Romero...«Escândalo!», «um péssimo negócio para o município!», proclamou Ademar. E passou a explicar. Em Março de 1991, a Câmara de Braga vendeu ao mesmo Veloso dois lotes de terreno na chamada Praia das Sapatas, «mesmo ao lado» das tais 13 parcelas e «com a mesma viabilidade construtiva», por cerca de 13 contos o metro quadrado. Meses depois, em Novembro de 1991, Veloso propôs-se vender ao Estado, por 28 contos, os mesmos terrenos que tentou alienar à autarquia por 48 contos... Pior ainda: as 13 parcelas de que Veloso se queria livrar foram compradas em 1987 pelo «protegido» de Mesquita a uma empresa do ex-presidente benfiquista Jorge de Brito -- a Soeco --, «por um módico preço calculado à razão, aproximadamente, de 2000 escudos o metro quadrado» ...De tudo isto, Ademar conclui, entre outras coisas, que se o terreno fosse expropriado por 45 contos o metro quadrado, Veloso conseguiria a notável proeza de o valorizar 22 vezes, em seis anos, recorde que «seria mais uma originalidade portuguesa»....O travãoO artigo de Ademar no semanário de Rui Lajes, presume o próprio articulista, travou o negócio em gestação. Travou o negócio, mas soltou a língua de Mesquita, que, em conferência de imprensa, apodou de «energúmenos» os mentores da «campanha» em curso. Mas Ademar não desarmou. Continuou a queimar as pestanas no estudo do imbróglio dos terrenos de Maximinos, e deu à estampa, no «Minho», mais textos denunciatórios das embrulhadas com terrenos da Colina. Por pouco tempo. Apertado por dívidas decorrentes de um escasso êxito editorial do semanário, Rui Lajes não só permitiu, à revelia do director do «Minho», Artur Moura, que fossem censuradas, na sua litografia, duas páginas do jornal com artigos subscritos por Ademar, como agarrou com as duas mãos a proposta de compra do jornal, por 55 mil contos, avançada por um grupo dominado por «alguns empresários da construção civil» alegadamente afectos a Mesquita Machado. Daí ao silenciamento do «Minho» foi um passo, caindo em saco roto a intenção, então avançada pelos seus novos patrões, de relançar a publicação «depois do Verão» passado. Conclusão imediata de Ademar e de muito mais gente: os «amigos de Mesquita» investiram 55 mil contos para calar uma voz incómoda...