sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Reabilitação ou desqualificação urbana de Braga?

A 2 de Setembro foi notícia no Diário do Minho.

Futuro da construção civil pode estar na reabilitação
A reabilitação dos centros históricos e da habitação degradada poderá ser uma solução para a grave crise que o setor da construção está a passar. Esta é a convicção do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Cerâmica e Afins da Região a Norte do Douro. José Maria Ferreira garante que, no distrito de Braga, a maioria das pequenas empresas de construção já faliu e que não há praticamente nenhuma firma de média e grande dimensão que não esteja a dispensar pessoal. As contas da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas dão conta que, em Portugal, nos primeiros sete meses deste ano, faliram 868 construtoras.
Esta notícia ganha força, se tivermos em conta o Programa Estratégico de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Braga, publicado pela Câmara Municipal.

Quando no presente se fala em reabilitar, requalificar e regenerar, não se poderá estar na verdade a desabilitar, desqualificar e a degenerar a cidade de Braga?

Em relação às intervenções nos centros históricos, mais concretamente no centro histórico de Braga, é necessário ter consciência do enquadramento global e nacional da cidade, e que épocas se devem privilegiar.

A Europa e Portugal marcaram e dominaram a arquitetura e a cultura a nível mundial, desde a Renascença até ao início do século XX. Contudo, atualmente essa hegemonia perdeu-se e as grandes correntes e obras da arquitetura mundial, surgem nos mais diversos países, e nas metrópoles em ascensão na Ásia, América...

Além deste breve enquadramento global, também a nível nacional Braga teve uma preponderância cultural, arquitetónica, política e religiosa muito superior durante este período, que se inicia no século XVI com o Arcebispo D. Diogo de Sousa e perdura até ao século XIX. 
Nesta época, a Igreja Católica tinha um papel predominante na sociedade portuguesa, e dentro deste contexto, Braga foi tão só a "capital" religiosa do império português até 1716. 
Também a nível político, até à primeira metade do século XIX, Braga assumiu uma importância muito superior à atual, sendo a capital do Entre Douro e Minho, a província mais populosa de Portugal e a mais densamente povoada da Península Ibérica. 
Em acréscimo a todos os fatos supracitados, no que diz respeito à dimensão urbana, Braga era a terceira maior cidade, sendo que em 1736 a diferença para o Porto era de apenas 8.000 habitantes, situação que se alterou desde então, com o crescimento exponencial do Porto.

Como consequência deste passado, Braga possui no seu centro histórico dezenas de monumentos classificados e por classificar. Alguns, são expoentes máximos da arquitetura portuguesa na época.
Dentro deste enquadramento, quando se analisam as intervenções que se têm efetuado durante o século XX e XXI, apesar de estarem assentes em pretensões de evolução, requalificação e modernização, têm frequentemente resultado na aniquilação e destruição do património e da identidade de Braga, além contribuírem para a perda do enorme potencial turístico da cidade. Criando edifícios e áreas no centro histórico, que face ao panorama mundial, nunca poderão obter o valor e a atratividade que o conjunto do edificado histórico possuía.



Fontes: 1, 2, 3


Em suma, quando se intervém no centro histórico da cidade deve ser imperativo preservar o edificado histórico, procurando até recuperar o edificado perdido, não devendo a arquitetura contemporânea tomar o protagonismo, como se verifica em diversas intervenções no centro histórico. A expressão plena da arquitetura contemporânea, deve ficar reservada aos vários quilometros quadrados dados como urbanizáveis no município, contribuindo aí para a valorização patrimonial de Braga através da criação de novas áreas urbanas.

Manter viva uma cidade não deve ser sinónimo de destruição do legado histórico e perda do potencial turístico.

 
Fontes: 1, 2, 3

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cool Braga - Alves Fernando

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Sé de Braga
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Jardim Santa Bárbara
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Avenida da Liberdade
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Largo do Paço
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Memória de Braga - "Novo" Paço Arquiepiscopal de Braga

O atual Paço Arquiepiscopal de Braga, situa-se na Rua de Santa Margarida e foi construído na segunda metade do século XVIII.


Fonte: José António Barreto Nunes, Grupo de Facebook Memórias de Braga

Junto ao Paço Arquiepiscopal ainda hoje se situa a Cúria Arquiepiscopal e o Seminário de Nossa Senhora da Conceição.
Fonte: José António Barreto Nunes, Grupo de Facebook Memórias de Braga

Na seguinte imagem aérea é possível visualizar a Cúria e o Paço Arquiepiscopal, próximos à atual Faculdade de Teologia de Braga.
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Observando uma imagem atual do "novo" Paço Arquiepiscopal de Braga, torna-se evidente a significativa alteração da fachada principal.
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Assinalado com setas vermelhas é possível vislumbrar a pedra que contornava as janelas originais, e a preto alguns pormenores identificativos da fachada original, que ainda hoje se mantêm.

Mais imagens da Memória de Braga.

Cool Braga - Luís Simões (4)

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 Avenida da Liberdade
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Santuário do Bom Jesus
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Santuário do Bom Jesus, Elevador
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Santuário do Bom Jesus, Lago
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cool Braga - María Catalán

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Os edifícios icónicos de Braga e os pormenores das casas no centro histórico, por María Catalán.


Biblioteca Pública de Braga
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Pormenores dos edifícios no centro histórico
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Mais "Cool Braga", aqui.

Apresentação Pública da Associação Braga+ (2)

Ontem, na Torre de Menagem ocorreu a apresentação da associação Braga+. 

Tal como se pode ler na JovemCoop:
A apresentação pública visou dar a conhecer as linhas centrais da associação, com a constituição de um Museu da Cidade como sonho a realizar. 
Além disso, esta associação pretende promover o diálogo realizando debates e tertúlias; visa instigar a cidadania, envolvendo os cidadãos em processos que tocam a cidade e merecem o nosso contributo. Pretende-se, ainda, valorizar o nosso património, promovendo acções de classificação, instituindo roteiros pelos monumentos e visitas temáticas.
Muito há  fazer pela nossa cidade e ninguém deve ficar alheio, para que a nossa história seja feita pelos homens e que perdure para as gerações vindouras.

Este é o contributo que a Braga+ pretende dar à cidade.

A apresentação contou com a presença da comunicação social local.


Diário do Minho





Todos os interessados poderão seguir e colaborar com a associação Braga+ através do blogue, facebook e email.

Memória de Braga - Braga vista do Picoto

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Vista de Braga a partir do Monte do Picoto. Setenta e quatro anos depois, as diferenças são enormes.


1936

2010

Mais imagens da Memória de Braga.

domingo, 21 de outubro de 2012

Apresentação Pública da Associação Braga+

Amanhã às 10:30, na Torre de Menagem de Braga, a apresentação pública da associação Braga+. Esta associação tem três linhas de ação fundamentais, que assentam na promoção da cultura, cidadania e património de Braga.

O evento é público, compareçam!



O evento no facebook.

domingo, 14 de outubro de 2012

Cool Braga - Rodrigo Lima

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Avenida da Liberdade
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Liberdade Street Fashion
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Rua Dr. Gonçalo Sampaio
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Mais "Cool Braga", aqui.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cool Braga - Paulo Veiga (3)


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Rio Cávado e Ponte de Prado
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Braga vista do Monte do Picoto
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