segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que diriam turistas e bracarenses se descobrissem o Castelo de Braga e a Braga Medieval!?


- Nota: Atualização 01/09/2015 - 
Todos os bracarenses que concordem com este projeto podem votar nele no âmbito do orçamento participativo de 2016, se for um dos selecionados, será uma realidade num futuro próximo.
A 1ª fase de votação encerra no dia 18 de setembro de 2015 e a 2ª fase (final) decorre do dia 21 ao 30 de setembro de 2015.

- Fim -


Pois bem, oculto no quarteirão da Arcada resta parte do Castelo de Braga. Este, não consta do site do IGESPAR, não consta do site do SIPA, não consta do roteiro medieval da cidade, é dado como destruído... mas na verdade encontra-se lá, condenado ao esquecimento.


Graças à tese de doutoramento de Maria do Carmo Franco Ribeiro, ficou-se a conhecer não só o muito que ainda resta, como todas as fases do castelo de Braga, portas, postigos e muralhas da cidade medieval.

Oculto no quarteirão da Arcada, temos pelo menos um torreão da muralha do castelo, e um vasto pano de muralha, onde ainda se inclui a porta gótica de entrada do Castelo.
Nesta zona nobre da cidade os bracarenses e visitantes, ao invés de encontrarem um terreiro do Castelo aprazível e amplo, digno do Monumento Nacional que ostenta, encontram-no de um lado pejado de edifícios de volumetrias díspares e do outro marcado pelas traseiras do edifício do castelo, com uma série de recantos de todo desaconselhados.

Um programa de valorização do terreiro do castelo e da memória deste período tão importante na história da cidade, passaria pela marcação no pavimento do espaço público envolvente, dos elementos entretanto perdidos. Onde se incluem, os troços da muralha e torreões do castelo, a Torre e Porta do Souto, e a restante muralha medieval. Tudo isto devidamente acompanhado da descrição histórica em português e inglês.


Esta simples informação “in loco” atribuiria desde logo um novo fator de atratividade ao terreiro e área envolvente.

Numa segunda fase, seria reformulado o terreiro do castelo, com demolição das parcelas que ocultam os elementos ainda existentes, execução de trabalhos arqueológicos, requalificação da superfície e feito o devido enquadramento arquitectónico dos alçados do terreiro.
Esta intervenção permitiria dar uma dimensão à praça e uma monumentalidade e dignidade ao conjunto medieval ainda existente, completamente díspar do atual.

Braga ganharia assim em pleno centro histórico, um importante polo de atratividade turística, que poderia reabilitar por completo este local claramente subvalorizado.

Com esta intervenção e o devido diálogo, a Câmara Municipal de Braga e a Universidade do Minho, aproveitando o edifício do Castelo poderiam instalar neste quarteirão o Museu da Cidade de Braga, que além da componente documental teria também uma componente dinâmica e de investigação.

Assim se propõe "regenerar" com vista a valorização patrimonial e promoção da cultura e turismo da cidade.

Até quando teremos que esperar, por este tipo de medidas?