segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Derrapagem no GeNeRation, e sugestão de alteração ao projeto

Pode ler-se no Público

Construção da sede da Braga 2012 derrapa nos custos e prazos
03.02.2012

GeNeRation acolherá indústrias criativas e associações juvenis GeNeRation acolherá indústrias criativas e associações juvenis (DR)

A obra de requalificação do antigo quartel da GNR em Braga vai custar mais 200 mil euros do que o inicialmente previsto. O caderno de encargos continha erros que fizeram aumentar o custo do projecto e as alterações necessárias vão atrasar também a conclusão da obra.

Apesar de ser apontado como a sede da Capital da Juventude, o equipamento, já baptizado GeNeRation, só abrirá ao público, na melhor das hipóteses, depois do Verão.

A Câmara de Braga aprovou ontem a alteração ao concurso público. A correcção dos erros e omissões detectados agravam o custo final da obra, que vai ficar por 2,4 milhões de euros, um valor superior em 200 mil euros ao inicialmente previsto. O motivo desta alteração prende-se essencialmente com erros nas medições das áreas objecto de recuperação.

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O presidente da câmara, Mesquita Machado, garante que esse atraso "não terá implicações para o projecto da Braga 2012". O autarca aponta a adjudicação da obra para o final deste mês ou início de Março, apesar de as empresas concorrentes poderem apresentar-se a concurso até à última semana de Fevereiro. O prazo de execução da obra de recuperação do quartel da GNR está estimado em 180 dias, pelo que Mesquita Machado garante que o equipamento estará aberto ao público no final do Verão.

Visão diferente tem o líder da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS-PP), o vereador social-democrata Ricardo Rio, que não acredita que a Câmara de Braga esteja em condições de adjudicar a obra antes de Abril. "É mais um projecto da Capital da Juventude que vai chegar tardiamente", alerta o eleito do PSD, para quem existe o risco de o quartel da GNR não estar pronto a tempo de aproveitar à Capital Europeia da Juventude.

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Apesar do meritório projeto, este contém uma das marcas da intervenção urbana em Braga, nas últimas décadas. O desrespeito pela arquitetura e fachada dos edifícios que compõem o nosso centro histórico, os quais atribuíam à cidade identidade e autenticidade, está mais uma vez patente.
A destruição parcial da fachada principal do edifício que implica também a perda de simetria, será um dos legados desta intervenção. Com o pretexto de conferir continuidade entre o arruamento lateral e o Campo da Vinha...

O Campo da Vinha podia e devia ser um local de excelência turística, no entanto está cada vez mais pejado de novos edifícios e de fachadas que desvirtuam esta zona nobre da cidade.

Seria portanto de bom grado, a alteração do projeto e a preservação integral da fachada principal, procurando-se outras formas para atribuir a continuidade pretendida.


Mais sugestões à CEJ Braga 2012.