domingo, 1 de julho de 2012

Mudar Braga - Braga e o desprezo pela cultura e património


Agora em Guimarães fazem-se importantes projetos culturais enquanto em Braga se queixam que não há cultura em Portugal.


Braga tem por realizar:
  • Museu da Memória de Braga
  • Museu de Arte Contemporânea
  • Museu da Industria Bracarense
  • Ínsula das Carvalheiras
  • Teatro Romano
  • Núcleos Museológicos do Antigo Quarteirão dos CTT
  • Parque Arqueológico de Santa Marta das Cortiças
  • Valorização dos achados encontrados no âmbito do projeto Regenerar Braga
Entre muitos outros projetos.

Tudo isto podia ser executado com os fundos gastos na Piscinas Olímpicas que nos envergonham a todos, e no âmbito de uma Capital Europeia da Cultura muito mais se poderia ter feito.

Depois de Mesquita Machado ter dito que nem todos os "calhaus" são musealizáveis, e Vítor Sousa ter dito que a Câmara segue o parecer dos peritos, quando enterraram nos últimos 5 anos um edifício Romano de grande envergadura na Avenida da Liberdade, deixaram ao abandono as ruínas Romanas, têm enterrado e destruído todos os achados no âmbito do Projecto Regenerar Braga, ignoraram o parecer da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho para a integração de parte dos vestígios das Ruas das Águas no arranjo de superfície.
"Não há cultura em Portugal", apontando o dedo aos governantes por não verem a cultura "como o grande motor de desenvolvimento do país".
De fato tem razão, a cultura, e o património podem ser um motor de uma cidade como a de Braga, mas grande parte dos principais culpados estão em Braga, basta olhar para a obra feita em Guimarães para constatarmos isso.

Quanto ao que tem sido feito pela cultura de Braga, a maioria são projetos avulsos que são abandonados findo o apoio comunitário.

Em suma, enquanto Guimarães constrói importantes polos culturais, recupera o património e recebe o título de património da Humanidade, Braga destrói o seu centro histórico, enterra os vestígios arqueológicos e reclama que em Portugal não há cultura.