sábado, 28 de janeiro de 2012

Piscinas Olímpicas de Braga (1), a ausência de estratégia em Braga

Na TV Minho podemos ver a seguinte entrevista de Vítor Sousa.


Além de reconhecer a indisponibilidade da CMB para finalizar a obra e concluir assim o grandioso projeto do Parque Urbano Norte, que teria um pavilhão multiusos de 5.000, piscinas olímpicas e um estádio que custou mais de 160M€. 
Vítor Sousa abandona desta forma a concretização daquilo que outras cidades médias possuem, como Coimbra, e "lança" a esperança de alguém levar os vários milhões de euros investidos a bom porto.
Assim vai a gestão de Braga.

Vítor Sousa insiste várias vezes que Braga é uma cidade média, não refere os 700.000 habitantes a menos de 20 minutos de distância e o fato de Braga ser a principal prestadora de serviços em toda a Região Minho. 
Não almejar a algo mais do que mera cidade média em Portugal, é esperar que o Porto a torne um arredor.

Se Braga não conseguiu captar mais população, proveniente da natural migração da população do Minho, para os centros urbanos, e se não conseguiu desenvolver-se como área metropolitana, que incluí-se os municípios limítrofes, não se deverá à falta de estratégia de médio/longo prazo e à ausência de politica regional?

Braga tem perdido sucessivamente investimentos estruturantes fundamentais, perdendo o Distrito em apenas 7 anos, cerca de 1.000.000.000€ de investimento, em relação à média nacional. Braga está neste momento como um arredor quer ao nível rodoviário, quer ferroviário, não possui uma rede que dela irradie, apesar de se auto-proclamar como a terceira cidade de Portugal.

Não possui sequer uma ligação ferroviária entre Barcelos-Braga-Guimarães. No "boom" das autoestradas, Braga não foi capaz de criar ligações dignas à sua área de influencia, Braga-Monção e Braga-Chaves, todas as ligações foram feitas tendo o Porto como referência e Braga nunca recebeu qualquer protagonismo. Nem a ligação a Chaves e a Espanha passou por Braga, foi desviada para sul, quando em Braga além de servir de ligação regional, consolidava a sua área de influencia.

O problema, é tudo isto passar-se, sem qualquer tomada de posição por parte da CMB, que se mantém ausente da política regional, em contraste evidente sobretudo com os presidentes do "Grande Porto", mas também de Viana do Castelo e Guimarães.

Quando Vítor Sousa vê Braga como apenas uma cidade média em Portugal e apoia a criação da vila de Celeirós, e quando Hugo Pires defende urbanizações nas Sete Fontes, o que podemos esperar deste futuro executivo?

Mensagem seguinte, relativa às piscinas olímpicas de Braga.